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COSOBERANIA PARA OLIVENZA

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Vamos regressar!

A igreja da Madalena de Olivença (manuelina, quer dizer, gótica portuguesa) ganhou o concurso do "melhor recanto espanhol de 2012".

PPM em Olivença (III)

PPM em Olivença (II)

PPM em Olivença

PS pede ao Governo para tentar impedir "megaprodução" em Olivença para celebrar anexação por Espanha

O PS pediu ao Governo para tentar impedir "uma megaprodução" que diz estar a preparar-se em Olivença para comemorar a Guerra das Laranjas de 1801, o "facto histórico" que assinala a anexação daquele território por Espanha, nunca reconhecida internacionalmente.

"O assunto" de Olivença é "reconhecidamente delicado e tem-se revestido de cuidados especiais, de forma a evitar ferir suscetibilidades históricas e nacionais", lê-se numa pergunta enviada na sexta-feira ao ministro de Estado e do Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assinada por seis deputados socialistas: Maria de Belém Roseira, Alberto Martins, Paulo Pisco, Basílio Horta, Gabriela Canavilhas e Laurentino Dias.

"Acontece, no entanto, que após as últimas eleições autárquicas em Espanha, realizadas em maio de 2011, o Ayuntamento de Olivença passou a ser dirigido pelo Partido Popular, tendo o novo executivo decidido realizar em junho próximo uma megaprodução que consiste na reconstituição da Guerra das Laranjas, facto histórico que ocorreu em 1801, e que assinala a anexação de Olivença por parte de Espanha", acrescentam os deputados do PS, que dizem tratar-se de uma celebração de 18 dias da "derrota da população oliventina".

Os deputados socialistas consideram que "seria avisado uma intervenção no sentido de impedir a realização da reconstituição da Guerra das Laranjas, para evitar melindres diplomáticos e nas populações de Olivença e nas de outros municípios vizinhos em Portugal".

Perguntam por isso a Paulo Portas se "tem conhecimento" destes planos das autoridades de Olivença, se considera ou não esta celebração "inadequada, dado que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre Olivença" e se pondera "intervir, pelo menos diplomaticamente, para que tal reconstituição não se produza".

Os deputados do PS referem no mesmo texto que o anúncio desta "megaprodução" tem sido "muito polémico e tem suscitado muitas críticas de vários setores dos dois lados da fronteira", precisamente pelo potencial ofensivo e de hostilidade que comporta relativamente a uma situação clara à luz do Direito Internacional, mas que ‘de facto' ainda não está resolvida".

Os socialistas referem, a este propósito, que o Direito Internacional nunca reconheceu a anexação de Olivença por Espanha e que o Ato Final do Congresso de Viena estabeleceu "que Espanha procederia à retrocessão para Portugal" daquele território, "o que nunca veio a acontecer, até hoje", estando por definir as fronteiras definitivas na "linha de território correspondente a Olivença".

Por outro lado, dizem, "nos últimos anos, inclusivamente, o ensino da língua portuguesa ganhou expressão em Olivença e as manifestações culturais evocativas da lusofonia aí têm sido realizadas com naturalidade".

Em declarações à agência Lusa, o deputado Paulo Pisco explicou que o objetivo do PS é "tentar sensibilizar" o Governo para uma iniciativa que "de alguma maneira fere algumas suscetibilidades em termos históricos", destacando que "vem interromper uma tradição de aproximação e cooperação entre as populações de Olivença e do outro lado da fronteira, em Portugal".

"Julgamos que é um pouco desnecessário avançar com uma reconstituição que fere a sensibilidade dos portugueses e dos oliventinos", acrescentou.

Comemorar a Derrota dos Avós

Soube hoje que o município de Olivença está a desenvolver preparativos para a realização de uma encenação com mais de 300 figurantes a fim de recriar a tomada de Olivença em 1801. Tendo em conta a história de Olivença e a situação jurídica do território, esta iniciativa representa uma provocação gratuita a Portugal e aos antepassados oliventinos da população local.

Lamento profundamente que o alcaide Bernardino Píriz esteja envolvido nesta organização e que não perceba o erro que está a cometer. Poucas vezes alguém me desiludiu tanto! Acreditei que o Bernardino valorizava a identidade portuguesa de Olivença. Afinal, o Bernardino prefere festejar a derrota dos seus avós. Enganei-me redondamente e só posso pedir desculpas a todos os que induzi involuntariamente em erro.  

Bernardino Píriz

Tenho acompanhado com interesse a gestão de Bernardino Píriz, o novo alcaide de Olivença. Passados estes primeiros meses, devo dizer que o Bernardino não me desiludiu. Sempre achei que ele, pelo seu dinamismo e carisma, seria um dia o que é hoje. Aliás, cheguei a realizar esse mesmo prognóstico neste blogue. Não me enganei!

Sei que ele sabe que o potencial da herança portuguesa é decisivo para o desenvolvimento de Olivença. É aí que reside a sua singularidade e um grande número de oportunidades de afirmação. O Bernardino junta a isto um capital político importante junto do PP estremenho e nacional (que governa na Extremadura e também governará, a breve trecho, em Espanha).  Por tudo isto, o Bernardino irá triunfar em Olivença. O seu triunfo é também o triunfo de alguém que valoriza a sua ancestralidade portuguesa e que não esquece que nós o consideramos um dos nossos.     

Nace “Lusofonías” en Olivenza

El próximo sábado, 12 de junio, se celebrará en Olivenza la primera edición de "Lusofonías", espacio dedicado a la cultura del ámbito de los países de lengua portuguesa. "Lusofonías" nace con vocación de ser un lugar de  encuentro, difusión y disfrute de las más diversas manifestaciones culturales, vitalizando  las raíces portuguesas de Olivenza y fomentando el acercamiento a Portugal y los países de herencia lusa.

Organizado por la asociación cultural "Além Guadiana" con la colaboración del Excmo. Ayuntamiento de Olivenza, Aderco y la Junta de Extremadura, tendrá lugar en el Paseo Grande (antiguo Terreiro do Chão Salgado) y contará con actividades de teatro, música, literatura y animación de calle, entre otras, que se desarrollarán durante todo el día y hasta la media noche. Paralelamente y a lo largo de toda la jornada, habrá una zona expositiva enfocada a artesanos, a la gastronomía y a instituciones del espacio lusófono, así como trabajos en vivo y animación por parte de agrupaciones musicales de Portel.

 A las 10:30 horas se procederá a la inauguración de "Lusofonías" y a un simbólico acto de presentación de los rótulos en portugués de las antiguas "ruas" de la localidad, cuyos nombres ancestrales acaban de ser recuperados. Tras ello, los gigantes y cabezudos de"Gigabombos do Imaginário" animarán las calles de la ciudad antes de dar paso a uno de los actos más importantes de la jornada, la Lectura Pública Continuada en Portugués, en la que participarán oliventinos de todas las edades leyendo o recitando en la lengua de Camões. La mañana se cerrará con el folclore de La Encina de Olivenza y de las Cantadeiras de Granja.

Por la tarde, a las 17:30 h, se proyectará en el Espacio para la Creación Joven el filme "O Leão da Estrela", y habrá actividades de animación por las calles, y a las 19:30 h. una actuación de los alumnos de portugués del colegio público Francisco Ortiz.

Continuarán las actividades con el cuentacuentos "Estória da Galinha e do Ovo" y,como cierre, el concierto "O Canto dos Poetas", ambos interpretados por la asociación eborense "Do Imaginário".

Creada hace más de dos años para promover la cultura portuguesa en Olivenza, en sus aldeas y en Táliga, la asociación Além Guadiana ha sido impulsora de diversas iniciativas en el campo de la lengua, de las tradiciones y, en definitiva, de la cultura inmaterial de una tierra de rica historia compartida. Celebrada sólo dos días después del Día de Camões en Portugal, "Lusosonías", que presenta en su imagen promocional referencias a iconos como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa y Vasco da Gama, pretende reivindicar que Olivenza también pertenece al espacio cultural lusófono.

Aprender Portugués con los Abuelos

Considero que esta es una iniciativa muy importante. Algo que vengo defendiendo en este blog.

“La colaboración entre el Colegio Público ’Francisco Ortiz’ de Olivenza y la Asociación cultural ’Além Guadiana’ está permitiendo divulgar el portugués oliventino entre alumnos de primaria de la localidad.

El objetivo fundamental de esta iniciativa es que los jóvenes estudiantes conozcan de primera mano las características del portugués de sus abuelos, aún utilizado en los estratos de mayor edad de la población, según informó la asociación en nota de prensa.

En el marco de la asignatura de lengua y cultura portuguesas que se imparte en dicho centro y bajo la coordinación del profesorado, los alumnos tienen la oportunidad de escuchar y conversar con un hablante de portugués oliventino, conociendo los rasgos particulares de este subdialecto, calificado como portugués alentejano con superestrato español, así como los dichos populares, expresiones, leyendas, canciones y otros aspectos de la tradición oral, contenidos en esta lengua.

Esta experiencia se ha iniciado con los alumnos del sexto curso, previéndose extenderla al alumnado de otras edades. La iniciativa, con fines didácticos y culturales, constituye una manera de sensibilizar a los niños de Olivenza sobre la importancia de preservar la "rica herencia" cultural del municipio, un legado que se constata en sus monumentos y tradiciones, así como en la lengua portuguesa, ampliamente hablada por los oliventinos a mediados del siglo XX y hoy en riesgo de desaparición.

Además, desde Além Guadiana se pretende incentivar a los escolares en el aprendizaje del portugués, considerado estratégico para la región por sus crecientes relaciones con
Portugal, al tiempo que se anima a recuperar una lengua hablada en Olivenza desde la Edad Media, cuyo futuro "depende de los más jóvenes".

OLIVENZA (BADAJOZ), 9 Mar. (EUROPA PRESS) -

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Salvar la Identidad Lingüística

Desde el año 2006 que alimento este blog. Tengo cada vez menos tiempo para dedicarme a la causa de Olivenza, en la vertiente que me interesa cada vez más: la preservación de la lengua portuguesa. Sin embargo, siempre que posible, aquí volveré para manifestar mi apoyo a esta causa, que es una causa de todos los oliventinos: no dejar morir su identidad.

Olivença quer evitar a "morte" do português oliventino

Olivença, Espanha, 27 Fev (Lusa) - A necessidade de evitar a "morte" do português oliventino foi hoje defendida pelos promotores de um debate, marcado para sábado na vila fronteiriça de Olivença (Espanha, onde o uso do português está hoje reduzido aos idosos.

A jornada sobre o português oliventino está a cargo da associação cultural Além Guadiana, devendo contar na abertura com a presença do presidente da Junta da Extremadura espanhola, Guillermo Fernández Vara.

Em Olivença, historicamente disputada por Portugal e Espanha, fala-se o português desde a Idade Média, embora o seu uso se encontre hoje reduzido às camadas mais idosas, quando estão em "ambiente familiar".

"Esta jornada é da máxima importância, uma vez que o portuguêsoliventino está quase morto", reconheceu hoje Manuel Sánchez, da direcção da associação Além Guadiana.

"Acima de tudo, queremos dar a conhecer esta realidade. Queremos revitalizar este dialecto e dar dignidade ao português", afirmou, em declarações à agência Lusa.

Olivença está localizada na margem esquerda do Rio Guadiana, a 23 quilómetros da cidade portuguesa de Elvas e a 24 quilómetros de Badajoz (Espanha).

Linguisticamente, segundo Manuel Sánchez, o português de Olivença é considerado como "um subdialecto alentejano com superstracto espanhol".

Para Manuel Sánchez, a jornada luso-espanhola reveste-se da "maior importância", depois de, há dois meses, o Conselho da Europa ter emitido um relatório no qual aconselha medidas de protecção e promoção do português em Olivença, bem como de outras línguas e dialectos minoritários do continente europeu.

"Esta iniciativa servirá para dar a conhecer que o português oliventino faz parte da história daquele povo e que não é nenhuma vergonha falar português", salientou o responsável da associação cultural.

A iniciativa, que decorrerá durante todo o dia de sábado, no Convento São João de Deus de Olivença, conta com a participação de vários especialistas em línguas de universidades de Portugal e Espanha e instituições como o Conselho da Europa e o Instituto Camões.

Os representantes destas entidades vão abordar temas como o valor cultural dos dialectos e línguas minoritárias no continente europeu, as características do português que se fala em Olivença e os possíveis meios para reverter a dinâmica de desaparecimento de uma língua que faz parte da identidade cultural de Olivença.

Vuelvo

Estuve envuelto en una grande "batalla" para intentar alcanzar la elección para el Parlamento de la Región Autónoma de las Azores.

¡Lo conseguí! Ahora voy regresar al viejo activismo político para intentar alcanzar un estatuto de cosoberanía para Olivenza.


Conseguid la primera elección directa de la historia de un diputado del PPM para el Parlamento de las Azores. Como es lógico, cada vez tengo más razones para no creer en imposibles.


Todo lo que soñamos es posible y es con esta convicción reforzada que regreso, con renovado entusiasmo, a este sueño, a esta utopía de rescatar una cultura agónica.

Aposta na Edição Bilingue do Blogue

A partir de agora este blogue passará a ser bilingue, de forma a honrar a tradição oliventina. Os textos passarão a ser escritos, de forma alternada, nas línguas portuguesa e espanhola.

Euro-región

FIRMADA LA ´DECLARACION DE OLIVENZA´ POR NUEVE CIUDADES PROXIMAS A LA RAYA.

Europacto en la frontera hispano-lusa. Los municipios extremeños de La Codosera, Alburquerque, Olivenza y Badajoz, y los alentejanos de Arronches, Campo Mayor, Estremoz, Portalegre y Elvas crean la primera euro-región ibérica.

Los Responsables municipales de nueve municipios de la frontera hispano-portuguesa firmaron ayer la Declaración de Olivenza, por la que se constituye la primera Euro-región ibérica con una población de más de 260.000 habitantes.

Tras meses de trabajo, el encuentro de ayer en Olivenza concluyó en un acuerdo histórico y los munícipes decidieron firmar su constitución. La euro-región quedó constituida por cinco municipios lusos --Arronches, Campo Mayor, Estremoz, Portalegre y Elvas—y cuatro españoles --La Codosera, Alburquerque, Olivenza y Badajoz--, con el liderazgo de ésta última por decisión del resto.

El objetivo de la nueva entidad es presentar "proyectos conjuntos a Europa y obtener fondos con los que desarrollar la zona". Si bien el contenido específico de los proyectos está aún por dilucidar, y trabajarán en ello después de Semana Santa, se basarán en diez ejes: Turismo, Cultura y Patrimonio; Innovación, Emprendimiento Empresarial y Desarrollo Tecnológico, Comercio, Deporte y Servicios, Formación, Nuevas Tecnologías y Sociedad de la Información, Accesibilidad, Transporte y Logística, Ordenación Territorial, Medio Ambiente Rural e Infraestructuras.

Una vez firmada la Declaración de Olivenza, se presentará la candidatura a Europa y la ratificarán los plenos respectivos. Después podrán incorporarse a ella cuantas poblaciones fronterizas de ambos países lo deseen. Manuel Cayado, alcalde de Olivenza y anfitrión, explicó que "el liderazgo ha recaído en Badajoz por ser la ciudad más importante, su capacidad de apoyo y de aportar un potente soporte técnico".

No obstante, la presidencia de la Eurorregión será rotatoria y cada seis meses o un año la ostentará una ciudad. "Se ha hecho historia", dijo el alcalde de Elvas, Rondao Almeida, con la creación de esta "entidad que resistirá para conseguir un estatuto propio dentro de ambas regiones, ambos países y la Unión Europea, como mejor camino para solucionar unidos los problemas de una regiones más pobres, ampliando la fuerza presentándose de forma conjunta".

José Alberto Fateixa, presidente de la Cámara de Portalegre, declaró que los proyectos, que una vez aprobada la constitución de la Euro-región, que tienen previsto presentar, serán "innovadores, sin repetir los transfronterizos, con una entidad propia y que se puedan mantener en el tiempo", según Europa Press.

López Iglesias explicó que "Badajoz no ha venido avasallando, somos conocedores de que si alguien puede aportar algo debe hacerlo y presentamos una propuesta que han aceptado todos y estamos muy agradecidos".

El Periódico Extremadura, 18 de Marzo de 2008

João Vicente da Fonseca, Arzobispo de Goa

No es fácil hablar de una figura de la Historia de la qual se sabe muy poco. Todavía como este fue un personaje importante, es conveniente intentar hacer lo mejor posible.


João Vicente da Fonseca, o sencillamente Frei Vicente da Fonseca, nació en Olivença, quizás entre 1520 y 1540.

 

Poco se sabe de él hasta 1578, salvo que vino para Lisboa y que ingresó en el Orden de los Dominicanos. Gracias a un dominicano actual, Frei José Carlos (a quien sólo se puede agradecer), sabemos que en 1575 su nombre surge en Son Domingos de Benfica, como simple Fraile.

 

En 1578, es Lector en el Colegio de la Reina, en la misma parroquia. El problema está en saber si se habla de la misma persona, pues el apodo y lo nombre eran (y son) mucho comunes.


Encontramos (y aquí ya hay certidumbres) Frei Domingos da Fonseca a acompañar la expedición de D. Sebastião a Alcácer-Quibir (Marruecos) en 1578, y, claro, damos con él prisionero.

 

Buscó confortar los compañeros, y sabemos que plegaba a los judíos (se presume que de Marruecos...), incitándoles a que se convirtiesen al cristianismo. Hay quien opine que lo hacía por respetarlos, pero hay quien defienda que, por lo contrario, sólo los respetaba se convertidos.


En 1581, ya estaba de regreso a Portugal, entonces ya bajo del gobierno de Felipe II. Su nombre aparece como predicador regio, aunque se pueda tratar de uno homónimo, quizás un fraile de Benfica.

 

El mismo nombre es dado a un fraile en Lisboa en 1582. ¿El mismo u Otro?

 

En 1580, había sido nombrado arzobispo de Goa, pero la Bula sólo es publicada en 1583, año en que parte para la India, en un barco en que navega también uno espía holandés que sobre él escribirá: Ene Huygen ( Van Linschoten).

 

En 1584, convocó el tercer concilio provincial, en que abjuraron su herejía el obispo siríaco de Augamales y el nestoriano Max Abraão.

 

A pedido de Vicente da Fonseca, fue determinado, por carta regia de 1585, que en Goa se fundase un Seminario para el Clero de la India. También por esa época habían sido separadas muchas iglesias del arzobispado.

 

Ejerció entonces, por algún tiempo, el gobierno de la Colonia. Surgieron conflictos de jurisdicción, a que no habrán sido ajenas luchas entre facciones rivales de la aristocracia portuguesa local... donde, en abono de la verdad, varios casos de corrupción eran del conocimiento general.

 

El Arzobispo se vio obligado a embarcar de vuelta al Reino, curiosamente con el mismo holandés con que había viajado para India, pero falleció en el viaje, delante de África del Sur, en 1587, se sospecha que envenenado... quizás por recelarse que contase algo incómodo en Lisboa para ciertos intereses y ciertos nobles de Goa.


Carlos Eduardo da Cruz Luna

La Importancia de la Lengua Portuguesa para Olivenza

Un espectacular articulo del diario Hoy.

"NO hace falta ser un profeta ni tener especiales dotes de adivinación para predecir que Portugal va a ser un elemento esencial en el desarrollo de la Extremadura de este nuevo milenio. En los últimos años se han producido avances históricos de colaboración con el país vecino de los cuales hemos obtenido beneficios en todos los órdenes: los portugueses realizan el 20% de las compras que se realizan en ciudades como Badajoz, compartimos con nuestros vecinos equipamientos sanitarios y existe una fluida colaboración en otros muchos ámbitos y sectores.

Esta realidad de confluencia con Portugal se incrementará todavía más cuando, dentro de pocos años, contemos con las más modernas infraestructuras de comunicación con Lisboa y Madrid, con plataformas logísticas conjuntas desde las que impulsar a Extremadura como centro neurálgico del suroeste peninsular y con un sinfín de oportunidades que se nos abren hacia el oeste. El propio presidente de la Junta ha señalado en más de una ocasión la necesidad de volcarnos hacia Portugal y de institucionalizar -incluso en el nuevo Estatuto- la relevancia de nuestra vecindad. No se trataría de nada nuevo sino de intensificar una labor que se inició hace quince años y que ha permitido que las relaciones entre nuestra región y las vecinas de Alentejo y Centro se hayan multiplicado de forma exponencial.

El apoyo a la lengua portuguesa no ha quedado al margen de esa política y buena prueba de ello es que hoy se pueda estudiar portugués en todas las escuelas de idiomas de la región, que el portugués esté dentro de los programas educativos que oferta nuestra Consejería de Educación, que desde el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas se hayan subvencionado más de 800 cursos en ciudades y pueblos de casi toda la geografía extremeña o que la Universidad de Extremadura haya contado con una titulación específica en Filología Portuguesa.

Fruto de este esfuerzo de las instituciones y de la sociedad, nuestra región es la que más estudiantes de portugués tiene de toda España, hecho que aparece con frecuencia en los principales medios de comunicación lusos.

Tampoco se le oculta a nadie que el conocimiento de lenguas extranjeras ha sido en España no ya un talón de Aquiles de la educación sino de la sociedad en general, en la que se puede llegar a importantes puestos vanagloriándose de saber poco más que la propia lengua materna. El futuro nos obligará a estar a la altura de estos nuevos tiempos y a partir de 2010, según lo acordado en el seno de la Unión Europea, tendremos que formar a las generaciones futuras para que sean capaces de manejarse en su lengua materna y dos idiomas más.

En Extremadura se nos plantea el reto de perfeccionar e integrar en todo el proceso educativo formal ese objetivo de que los ciudadanos europeos sean plurilingües y, por otro lado, la necesidad de formar a profesionales que atenderán a ciudadanos portugueses en los hospitales, que trabajarán en estaciones de tren de carácter conjunto y que llevarán adelante proyectos de carácter transfronterizo de gran trascendencia social. Teóricamente todo favorecería la inclusión del portugués como esa segunda lengua extranjera del sistema educativo obligatorio: por razones de cercanía geográfica, de vecindad cultural, de interés económico y desde un punto de vista estratégico.

Si a ello añadimos todos los esfuerzos institucionales para favorecer el aprendizaje del portugués en la enseñanza no reglada, podríamos pensar que estamos cerca de que los alumnos de primaria y secundaria de toda la región pudieran optar por el portugués como segunda lengua."

En resumen, toda Extremadura quiere lo que Olivenza está a perder: el dominio de la lengua portuguesa.

¿Hace esto algún sentido, señores gobernantes de Olivenza?

 

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Escribí esto a Guillermo Vara

Hola Guillermo

 

Acompaño, desde su inicio, este espacio sorprendente de interactividad ciudadana en Internet. Que un alto responsable político tenga la disposición y el tiempo necesario para mantener un espacio de diálogo con los ciudadanos que gobierna me parece algo extraordinario.

 

Además lo hace con una humanidad y un censo común que supera eventuales situaciones problemáticas. Es necesario pensar que cada palabra, cada frase suya tiene de ser bien medida, una vez que será, ciertamente, vigilada por la prensa y por su oposición política.

 

A pesar de estos peligros, usted consigue mantener un diálogo y una comunicación informal de grande cualidad humana y transmitir la impresión que las opiniones aquí formuladas cuentan en el día a día de la gobernación de Extremadura. Así que tiene usted una vinculación directa con la ciudadanía, sus aspiraciones, opiniones y problemas.

 

Puede testar la aceptación popular de medidas y hacer rápidos analices de la opinión popular, saltando encuestas y  complexos gabinetes de expertos y analistas políticos. Todo esto es, simplemente, fantástico.

 

Bueno, yo soy portugués, como ya se hará notado en mi deficiente ortografía, pero me gustaría dejar mi breve opinión sobre las relaciones entre Portugal y Extremadura.

 

En mi perspectiva, la relación Extremadura/Portugal tiene enormes potencialidades. Las nuevas y extraordinarias conexiones en el área de los transportes, la creciente interdependencia económica, el dualismo de la plataforma geográfica conjunta (Portugal ofrece un litoral a Extremadura y Extremadura una puente a Portugal en dirección  al resto de España) y el creciente bilingüismo de la gran zona Extremadura/ Portugal meridional son extraordinarios mecanismos de progreso económico y social.

 

No tengo dudas que siendo usted oliventino – uno de los nuestros se me permite este abuso – comprenderá, mejor que nadie, la importancia de esta relación para nuestros pueblos.

 

Com consideração e estima

 

Paulo Estêvão      

 

Con Portugal, que puedo decir de Portugal, vivo en Olivenza (con eso creo que ya esta dicho todo).

Debido a su participación en la 23ª Cumbre luso-española, a celebrar los días 18 y 19 de Enero en Braga, el presidente de la Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara hizo la siguiente pregunta en su blog: “¿Qué pensáis de nuestras relaciones con Portugal?” La generalidad de las intervenciones es muy elogiosa en relación a Portugal, pero,  lo confieso, las respuestas de los oliventinos, participantes en el blog, me dejaron muy emocionado. Vos dejo algunos ejemplos:

Nuria   Los que tenemos un apellido, tan portugués como el mío, consideramos Portugal como algo entrañable... Me encanta Portugal...
Voy a menudo, sobretodo a las costas que rodean Lisboa...Me gusta el habla, tan suave, me gusta el empedrado de sus calles... Me gusta su gastronomía... Me gusta que a los portugueses le gusten las plantas y los animales. Me gustan sus historias... ese rey D. Pedro... tan enamoradísimo, contra todo lo conveniente.


Me gusta que haya tantos negros, de origen Angolés, brasilero o de cualquier ex-colonia. Me gusta su café...Me gustan los fados...Vamos... que me gusta prácticamente todo...Y esa canción: "Ay Portugal por qué te quiero tanto...por qué, por qué se maravilla quien te ve" O "María la Portuguesa"...


Que me gusta el rojo y el verde: El clima, el paisaje, los pasteles de yema, el vinho verde, las ciudades amuralladas, Madredeus, Dulce Pontes y  Acetre, que aunque no sean portugueses, cantan en portugués (Es lo que tiene ser hijo de España y nieto de Portugal, como los oliventinos y yo, que lo soy literalmente).


Por gustar, me gustan hasta las toallas... Las flores de papel de Campo Maior. Las murallas de Elvas... Estremoz,Coimbra, Sintra, O Porto...A lo mejor es un chauvinismo genético...


Diré algo que no me gusta: Lo mal que se circula en Portugal, la mala señalización...A veces contradictoria.
 

Manuel 

Con Portugal, que puedo decir de Portugal, vivo en Olivenza (con eso creo que ya esta dicho todo). Vivir en la raya nos hace ver a Portugal no como un país vecino, sino como un país hermano. Yo personalmente, me siento muy identificado con Portugal, además de ser un país desconocido tiene lugares fantásticos (Portimao, Averio la Venecia Portuguesa, Lisboa, Caparica, Sines, Porto, etc…) y sus gentes que decir de ellos, que siempre están dispuesto a echar una mano.

Alicia Vernok

”Respecto a Portugal, creo que habría que potenciar el aprendizaje de su lengua, tendría que pasar a ser el segundo idioma porque, no lo olvidemos, la Lusofonía es una región muy grande, no sólo Portugal. Además, no creo que nos vaya mal, teniendo como tenemos un presidente portugués (de Olivença :P).”

Que grandes y entrañables son los oliventinos. Uno se alegra cuando siente que, de verdad, los oliventinos sienten - además de España - Portugal como un país que también es suyo.

Quero agradecer a estes, anónimos, oliventinos por dar sentido ao esforço de tantos de nós, portugueses, que não vos esquecemos e que temos por Olivença e pelos oliventinos uma grande admiração e carinho. Obrigado.

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